As fortes chuvas que se abateram sobre a Zona da Mata mineira entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24) deixaram um rastro de destruição em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais. Segundo balanços mais recentes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), o número de vítimas já chega a 53 pessoas mortas, sendo 47 em Juiz de Fora e seis em Ubá, e 15 pessoas ainda são consideradas desaparecidas.
Mais de 3 000 moradores ficaram sem moradia após o temporal, que causou inundações, deslizamentos de terra e danos generalizados. Em resposta ao cenário crítico, as duas cidades declararam estado de calamidade pública para agilizar o atendimento às famílias afetadas.
Juiz de Fora registrou um volume de chuva muito acima da média neste mês de fevereiro — quase três vezes superior ao histórico, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Só em fevereiro, foram acumulados cerca de 589,6 milímetros de chuva, número que tornou este o mês mais chuvoso já registrado na cidade.
Em Ubá, os temporais foram tão intensos que causaram o transbordamento do Rio Ubá, que chegou a atingir cerca de 7,82 metros de altura, provocando alagamentos históricos na região.
Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros montaram oito frentes de trabalho entre as duas cidades para atender aos chamados de emergência, buscar desaparecidos, retirar entulhos e tentar chegar a locais ainda isolados pela chuva. As imagens divulgadas por moradores mostram carros submersos, casas destruídas e grandes áreas inundadas.
Moradores relatam cenas de destruição, com casas desabando, bairros isolados e ruas tomadas pela força da água. Testemunhas filmaram momentos em que a água invadia residências e arrastava objetos pela correnteza, além de deslizamentos de encostas.
Diante da gravidade da situação, o Inmet emitiu alerta vermelho, indicando risco extremo de mais chuvas fortes e a possibilidade de novos alagamentos, enchentes e deslizamentos em Minas Gerais e outras partes do Sudeste até a sexta-feira (27).
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, determinou luto oficial por três dias no estado. Ele tem acompanhado de perto as ações de resposta ao desastre, assim como o vice-governador e o coordenador estadual da Defesa Civil, que sobrevoaram as áreas mais afetadas para avaliar os danos e reforçar os esforços de atendimento.
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