Na madrugada deste sábado (3), a Venezuela foi alvo de bombardeios atribuídos aos Estados Unidos. Segundo declaração do próprio presidente norte-americano, Donald Trump, a ofensiva teria sido de grande proporção e resultou na detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa.
Em publicação feita na rede Truth Social, Trump afirmou que as forças dos EUA concluíram com êxito uma operação militar em larga escala contra a Venezuela e seu chefe de Estado. De acordo com ele, Maduro e a primeira-dama teriam sido capturados e retirados do país por via aérea, em uma ação coordenada com órgãos de segurança norte-americanos. O presidente também informou que mais detalhes seriam apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 11h, em Mar-a-Lago.
Antes mesmo da confirmação oficial por parte dos Estados Unidos, o governo venezuelano já havia decretado estado de emergência. A medida ocorreu após o registro de fortes explosões em instalações militares e em um aeroporto localizado em Caracas. As autoridades do país acusam Washington de realizar ataques na capital e em outras áreas do território venezuelano.
Em nota, o governo da Venezuela classificou a ação como uma grave violação à Carta das Nações Unidas, alertando que o episódio representa uma ameaça direta à estabilidade da América Latina e do Caribe. O comunicado também ressalta que milhões de vidas estariam em risco diante da intensificação do conflito.
O episódio acontece após meses de trocas de acusações entre Donald Trump e Nicolás Maduro. O governo dos EUA tem rotulado o líder venezuelano como um chefe de Estado ligado ao “narcoterrorismo” e intensificado pressões por sua saída do poder. Já Caracas afirma que a ofensiva teria como objetivo controlar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, além de enfraquecer sua soberania.
Ainda segundo o comunicado oficial, a Venezuela pretende levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e ao Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL), cobrando a responsabilização dos Estados Unidos pelos acontecimentos.
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