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 O sumiço de Roberto Farias Thomaz no Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, vem mobilizando equipes de resgate desde o dia 1º de janeiro. O caso foi relatado por Thauane, conhecida nas redes sociais como Estrela Smith, amiga que estava com o jovem durante a trilha de réveillon. Em entrevista concedida na manhã de sexta-feira (2), ela contou como tudo aconteceu antes do desaparecimento, explicando que o plano era assistir ao nascer do sol no topo da montanha, mas a volta ao acampamento acabou não ocorrendo como o previsto devido ao cansaço extremo de Roberto e à dificuldade do trajeto.


De acordo com Thauane, o grupo despertou por volta das 3h da manhã para iniciar a subida até o ponto mais alto do parque. Na descida, Roberto começou a passar mal e já não conseguia acompanhar o ritmo da caminhada. Mesmo após alertas de outros trilheiros para que não o deixasse sozinho, ela decidiu seguir adiante até o acampamento base. Thauane afirmou que chegou ao local por volta das 7h50, descansou até aproximadamente 9h e, pouco depois, foi abordada por outros aventureiros que perguntaram sobre Roberto. Ao saberem que ele vinha logo atrás, levantaram a suspeita de que o jovem pudesse ter se perdido na mata.

Buscas improvisadas e momentos de desespero

Ao perceber a gravidade da situação, Thauane se juntou a um grupo de rapazes e iniciou uma procura improvisada pela região. Ela descreveu as dificuldades enfrentadas durante a tentativa de localizá-lo:
“Eu cheguei 7h50 no acampamento 1, dormi até às 9h, e às 9h15 outros três rapazes chegaram no acampamento. Eles perguntaram sobre o Roberto, eu disse que ele estava vindo atrás. Daí eles falaram que ele deveria estar perdido. Nos preparamos em 15 minutos e fomos atrás dele, até perto de onde vimos ele pela última vez. Eu fiquei em um canto e os rapazes entraram em outras trilhas. A gente passou sede, passou fome, tivemos que se ajoelhar para tomar água de lama porque gritamos muito. Daí chegou um momento que estávamos muito cansados, e os bombeiros mandaram a gente voltar para não sermos outras vítimas”.


Visivelmente abalada, Thauane afirmou carregar um sentimento de culpa pela decisão tomada: “Eu fico com pensamento ruim por ter deixado ele para trás, por ter me separado dele. Se eu não tivesse me separado, talvez isso não tivesse acontecido, porque quem tinha mais experiência era eu”.

VEJA O VÍDEO.

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