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 A música gospel brasileira está de luto pela morte da cantora e missionária Sara Araújo, aos 80 anos. A artista faleceu na noite de sábado (24), em Goiânia (GO), após enfrentar complicações de saúde relacionadas a uma cirurgia de emergência.

Sara havia passado por um procedimento cirúrgico para tratar complicações de uma hérnia e, posteriormente, permaneceu internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A morte foi confirmada pela família, e a notícia provocou manifestações de pesar entre admiradores e pessoas ligadas à música cristã.

Uma vida dedicada à música gospel

Sara Araújo, cujo nome completo era Sara Ribeiro de Castilhos Miranda, construiu uma trajetória marcante na música evangélica brasileira. Ao longo de décadas de carreira, gravou cerca de 40 discos e dedicou aproximadamente 65 anos de sua vida à Igreja Assembleia de Deus.

Além de cantora, ela também atuava como compositora, musicista, artista plástica, missionária e filantropa. Seu trabalho contribuiu para a história da música cristã no país, conquistando o reconhecimento de pessoas que acompanharam sua caminhada artística e religiosa.

Filha presta homenagem à mãe

Após a confirmação da morte, a filha da cantora, a harpista Aline Araújo, publicou uma homenagem nas redes sociais, destacando a importância da mãe para a música gospel e para a vida de tantas pessoas alcançadas por seu ministério.

Aline ressaltou que a voz e a dedicação religiosa de Sara deixaram marcas em diferentes gerações. A artista também chegou a dividir o palco com a cantora Elis Regina durante uma apresentação no Clube do Guri, no Rio Grande do Sul, conforme relato da família.

Trabalho social também marcou sua trajetória

Fora dos palcos, Sara Araújo dedicou parte de sua vida a iniciativas sociais. Entre elas está a fundação da Creche Comunitária Esperança, em Uberlândia (MG), que, segundo informações divulgadas pela família, continua atendendo aproximadamente 100 crianças em situação de vulnerabilidade.

A cantora também criou um orfanato que ofereceu assistência a crianças. Sua história pessoal foi marcada ainda pela adoção de Aline, que, segundo relato da própria harpista, vivia em um orfanato quando foi acolhida por Sara.

A morte da cantora representa uma perda para a música gospel brasileira. Seu legado reúne décadas de louvor, dedicação religiosa e iniciativas voltadas à assistência social, deixando lembranças entre familiares, amigos e admiradores.

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