Uma professora de uma escola estadual de Belo Horizonte está sendo investigada após um episódio registrado por uma câmera de segurança dentro da sala de aula. As imagens mostram a educadora esfregando uma prova no rosto de um aluno de 8 anos, que cursa o 3º ano do ensino fundamental.
O caso aconteceu na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, localizada no bairro Providência, na Região Norte da capital mineira. A situação veio à tona depois que a mãe do estudante teve acesso às imagens e procurou as autoridades para registrar uma ocorrência.
Segundo o relato da família, o menino ficou envergonhado após o episódio e passou a demonstrar receio de retornar às aulas. A mãe também afirmou que a professora teria pedido desculpas e reconhecido que não deveria ter tomado aquela atitude.
Polícia abriu investigação
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar a denúncia. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente.
Além da apuração policial, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que iniciou um processo administrativo para analisar detalhadamente o ocorrido e verificar eventual responsabilização da professora. O procedimento prevê o direito ao contraditório e à ampla defesa.
A secretaria também informou que o estudante recebeu acompanhamento por meio de um núcleo de atendimento, enquanto a família foi acolhida pela direção da escola, que registrou formalmente a denúncia.
Imagens registraram o momento
As imagens do circuito de segurança mostram o momento em que a professora se aproxima do estudante e coloca a folha de prova contra o rosto da criança. O episódio ocorreu durante a devolução das avaliações aos alunos.
A repercussão do caso levou à abertura das investigações e a medidas dentro da própria escola. Segundo informações divulgadas posteriormente, o aluno foi transferido para outra turma, enquanto a situação envolvendo a professora passou a ser analisada pelas autoridades competentes.
A investigação ainda está em andamento. Portanto, eventuais responsabilidades e consequências para a professora dependem da conclusão das apurações realizadas pela Polícia Civil e pela Secretaria de Estado de Educação.
VEJA O VÍDEO.

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