Um passageiro chileno foi preso pela Polícia Federal após ser acusado de cometer ataques racistas, homofóbicos e xenofóbicos contra funcionários de uma companhia aérea durante um voo internacional.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF), o episódio aconteceu durante uma viagem aérea na qual o homem teria colocado em risco a segurança da aeronave e, posteriormente, dirigido ofensas aos integrantes da tripulação.
Segundo a denúncia apresentada pelo MPF, o passageiro tentou forçar a abertura de uma saída de emergência enquanto o avião sobrevoava o estado do Ceará. A tripulação conseguiu contê-lo e, depois disso, ele teria passado a proferir insultos relacionados à cor da pele, à orientação sexual dos funcionários e à nacionalidade brasileira.
Um dos comissários teria sido chamado de “macaco”, acompanhado de gestos que imitavam o animal. As cenas registradas dentro da aeronave também foram divulgadas posteriormente e ajudaram a documentar parte do episódio.
O caso não terminou com o pouso. Conforme o MPF, quando o passageiro retornou ao Brasil alguns dias depois e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, ele foi localizado e preso pela Polícia Federal.
Ainda segundo o órgão, antes da abordagem, o homem teria feito novas ofensas de caráter racista contra funcionárias que trabalhavam na área de uma sala VIP da companhia aérea. Durante a ação policial, ele teria resistido a acompanhar os agentes, sendo necessário o uso de algemas. O MPF também afirma que houve ameaças e novos insultos contra os policiais.
A Justiça Federal determinou a prisão preventiva do acusado. Posteriormente, o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra ele por diferentes crimes relacionados aos acontecimentos, entre eles atentado contra a segurança do transporte aéreo e injúria racial, além de acusações relacionadas às condutas posteriores no aeroporto.
A companhia aérea afirmou repudiar qualquer prática discriminatória ou violenta e informou que prestou suporte psicológico e jurídico ao funcionário que teria sido alvo das ofensas.
O caso ganhou repercussão depois que vídeos feitos durante o voo passaram a circular nas redes sociais. As imagens mostram parte da discussão e dos comportamentos atribuídos ao passageiro.
É importante destacar que as acusações fazem parte de um processo judicial e devem ser tratadas como tais até que haja uma decisão definitiva da Justiça. A denúncia apresentada pelo Ministério Público descreve os fatos atribuídos ao acusado, mas a responsabilização criminal depende do devido processo legal.
VEJA O VÍDEO.


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