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 O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi afastado temporariamente de suas atividades pela Diocese de Santos após ser preso no contexto de uma investigação por suspeita de estupro de vulnerável em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

A decisão da Diocese determina que o religioso fique impedido de exercer suas funções sacerdotais enquanto a investigação conduzida pela Polícia Civil estiver em andamento. O afastamento foi formalizado por meio de um decreto, ao qual a TV Tribuna, afiliada da Globo, teve acesso.

De acordo com o documento, Jucelino não poderá atuar como quase pároco da Quase Paróquia São João XXIII. Durante o período de afastamento, também fica impedido de celebrar missas e administrar sacramentos, salvo se receber autorização expressa do bispo diocesano.

A Diocese informou que a medida possui caráter administrativo e preventivo. O objetivo é permitir o andamento das investigações e preservar a comunidade religiosa. A instituição também destacou que o afastamento não representa uma condenação nem significa um julgamento antecipado sobre a responsabilidade do padre no caso atualmente investigado.

O que consta na denúncia

Segundo o boletim de ocorrência citado na reportagem, uma jovem de 19 anos relatou ter sido vítima de violência sexual. Ela e o namorado, de 18 anos, também coroinha, frequentavam a paróquia onde o padre trabalhava havia aproximadamente três meses.

Conforme o relato apresentado às autoridades, o casal teria sido convidado pelo religioso para acompanhá-lo em celebrações realizadas em outras igrejas e, posteriormente, teria ido até a residência dele.

A jovem afirmou que o padre oferecia bebidas alcoólicas ao casal e que, em determinada ocasião, teria ocorrido um contato físico de natureza sexual sem o consentimento dela. O relato também menciona que o religioso teria oferecido ajuda financeira e presentes ao casal em outras oportunidades. Essas informações fazem parte da denúncia e estão sendo apuradas pelas autoridades.

Defesa afirma que investigação ainda está em andamento

A defesa de Jucelino de Oliveira afirmou que a prisão possui natureza cautelar e ocorreu dentro de uma investigação que tramita sob sigilo.

Os advogados ressaltaram que a prisão não representa uma condenação e pediram cautela na divulgação das informações. Segundo a defesa, ainda não houve acesso integral a todos os documentos relacionados à investigação e às decisões que fundamentaram a prisão.

A defesa também informou que, durante a audiência de custódia, foi solicitada a revogação da prisão ou sua substituição por medidas cautelares. O padre, segundo os advogados, se apresentou às autoridades sem resistência e permanece à disposição da Justiça.

Padre já havia sido condenado em outro processo

A reportagem também informa que Jucelino de Oliveira possui uma condenação anterior por crimes sexuais contra uma criança.

Segundo informações do Ministério Público de Franca citadas na matéria, o caso ocorreu em 2006 e envolveu uma menina de 10 anos. Em julho de 2009, o padre foi condenado pela Justiça de Franca a 12 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor.

Na época, Jucelino integrava o clero da Diocese de Santo Amaro, na cidade de São Paulo. Conforme o histórico apresentado na reportagem, ele chegou a permanecer preso por aproximadamente seis meses em 2007, mas posteriormente obteve habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça e respondeu ao restante do processo em liberdade. Após a condenação, a defesa informou que pretendia recorrer.

As investigações sobre a atual acusação continuam, e a responsabilidade do padre pelo caso mais recente deverá ser definida pelas autoridades competentes, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa.

VEJA O VÍDEO.



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