Um homem de 38 anos foi preso no Distrito Federal, nesta quinta-feira (3), suspeito de cometer estupro de vulnerável contra a própria filha, uma criança de 11 anos. Segundo as investigações, a violência sexual teria resultado em uma gravidez.
O caso chamou a atenção das autoridades porque, inicialmente, o suspeito teria apresentado uma versão falsa para tentar esconder a autoria do crime. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele afirmou que a menina teria sido abordada e abusada por um homem desconhecido enquanto estava em um parque.
A investigação, porém, avançou e encontrou elementos que colocaram em dúvida a versão apresentada pelo pai. Segundo a polícia, o homem teria inclusive orientado a própria criança a sustentar a história criada por ele.
Exame genético foi decisivo
A confirmação da autoria ocorreu após a realização de um exame de confronto genético pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense. O resultado apontou que o homem preso era o responsável pela gravidez da criança.
Com o avanço da investigação, a hipótese de que um desconhecido teria cometido o abuso foi descartada pelas autoridades. As evidências reunidas indicaram que o próprio pai seria o autor da violência.
O caso passou a ser tratado pela polícia como estupro de vulnerável, crime cometido contra pessoa que, pela idade, não possui capacidade legal para consentir com uma relação sexual.
Suspeito foi preso
Após a confirmação dos elementos investigativos, o homem foi preso. Ao chegar à delegacia, segundo as informações divulgadas pela PCDF, ele demonstrou saber o motivo da prisão.
A legislação brasileira prevê punição severa para crimes dessa natureza. Conforme informado pelas autoridades, o suspeito deverá responder por estupro de vulnerável, cuja pena prevista é de 8 a 15 anos de prisão.
A investigação também deverá analisar todas as circunstâncias do caso e possíveis responsabilidades relacionadas à tentativa de encobrir a violência.
Proteção da vítima
Por se tratar de uma criança, a identidade da vítima e qualquer informação que possa permitir sua identificação devem ser preservadas. A prioridade, nesses casos, é garantir segurança, atendimento especializado e proteção integral à vítima durante o andamento das investigações e do processo judicial.
O caso permanece sob investigação das autoridades do Distrito Federal.
VEJA O VÍDEO.

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