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 A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva do padre Mário Reis da Silveira, investigado por suspeitas de crimes sexuais envolvendo pessoas que atuavam como coroinhas em uma paróquia de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

O sacerdote foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual, conforme informações divulgadas sobre a investigação. O indiciamento ocorre quando a autoridade policial entende que existem elementos reunidos no inquérito que apontam para a possível autoria dos crimes, mas não representa uma condenação.

Segundo as informações apuradas, as denúncias chegaram às autoridades após relatos de pessoas que frequentavam a comunidade religiosa. Parte dos depoimentos se refere a situações que teriam acontecido anos atrás, quando algumas das pessoas envolvidas ainda eram coroinhas.

Padre está afastado das funções religiosas

Mário Reis da Silveira foi afastado pela Arquidiocese de Ribeirão Preto em março de 2026. Na ocasião, a instituição também instaurou uma investigação interna para apurar as denúncias.

A Polícia Civil passou a investigar o caso por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto. Aparelhos eletrônicos ligados ao religioso foram apreendidos e encaminhados para perícia.

De acordo com informações divulgadas durante a investigação, os depoimentos mencionam supostos episódios envolvendo toques considerados inadequados, beijos e tentativas de beijo.

Investigação ainda não terminou

O inquérito policial ainda está em andamento. Parte dos materiais apreendidos continua sendo analisada pela perícia, e os resultados poderão ajudar as autoridades a esclarecer as circunstâncias das denúncias.

Segundo reportagem publicada pela Tribuna Ribeirão, o padre foi ouvido pela Polícia Civil de forma remota e negou as acusações. A investigação ainda precisava ser concluída antes de ser encaminhada ao Ministério Público, que posteriormente poderá avaliar se apresenta ou não uma denúncia à Justiça.

A própria natureza da investigação exige cautela na divulgação das informações. Até o momento, as acusações contra o religioso estão sendo apuradas e não devem ser apresentadas como fatos definitivamente comprovados.

Pedido de prisão preventiva

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do padre. O pedido será analisado pela Justiça, que deverá decidir se estão presentes os requisitos legais para determinar ou não a prisão.

Portanto, pedido de prisão não é o mesmo que prisão decretada, e também não equivale a uma condenação.

O caso continua sob investigação, enquanto as autoridades buscam esclarecer os relatos apresentados e analisar os materiais recolhidos durante a apuração.

A Arquidiocese de Ribeirão Preto informou que acompanha os procedimentos e colabora com as investigações.

VEJA O VÍDEO.



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