A mulher de 24 anos encontrada acorrentada, amarrada com cordas, amordaçada e usando uma máscara para impedir que seus gritos fossem ouvidos por vizinhos se pronunciou publicamente após ser resgatada. Emiliane Tamara Nunes Carvalho foi localizada na sexta-feira (21), em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
Em um vídeo publicado nas próprias redes sociais neste sábado (22), Emiliane aparece emocionada, com os olhos inchados e marcas visíveis no rosto. Ela relatou as agressões que afirma ter sofrido durante o período em que ficou em poder do ex-companheiro, Ailton Rodrigues de Souza.
Segundo a vítima, o homem teria utilizado substâncias químicas durante as agressões. “Eu estou toda queimada por dentro, porque ele enfiava panos com ácido na minha boca”, afirmou Emiliane na gravação.
A jovem contou que já recebeu alta médica e está em casa, mas ainda se recupera dos ferimentos. Durante o pronunciamento, ela também pediu que o suspeito permaneça preso e que o caso seja investigado.
“Não soltem a minha mão. Agora é o início de tudo, para a gente buscar a justiça, para que ele não possa prejudicar nenhuma outra mulher e machucar mais ninguém”, declarou.
Emiliane também agradeceu aos familiares, amigos e demais pessoas que participaram das buscas e enviaram mensagens de apoio durante o período em que esteve desaparecida.
Desaparecimento
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, Emiliane havia saído de casa no dia 17 de agosto para uma consulta em uma clínica de estética localizada na região da Barragem 1, em Águas Lindas de Goiás.
Na ocasião, ela estava na região da Morada da Serra e utilizou um mototáxi para chegar até a clínica. Após o atendimento, câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento.
Aquelas imagens foram, segundo as informações policiais, o último registro conhecido da vítima antes do desaparecimento.
Ainda conforme informações da Polícia Militar de Goiás (PMGO), a suspeita é de que Emiliane tenha sido abordada pelo ex-companheiro depois de sair do local e levada para um cativeiro, onde teria permanecido sedada e submetida a agressões.
Emiliane afirmou que havia encerrado o relacionamento com Ailton em dezembro de 2025 e que ele não aceitava o fim da relação.
O caso segue sob investigação das autoridades, que deverão apurar as circunstâncias do sequestro, do período em que a vítima permaneceu em cárcere privado e das agressões relatadas por ela.
VEJA O VÍDEO.

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