A Polícia Civil do Ceará adotou uma medida para reforçar a segurança de um dos investigados no caso da morte da bebê Helena, de 10 meses. O homem, que permanece preso preventivamente, foi transferido para uma cela isolada após relatos de ameaças dentro da unidade prisional. A providência foi tomada para preservar sua integridade física enquanto o caso continua sendo apurado.
De acordo com as informações divulgadas, a decisão ocorreu em razão da grande repercussão do caso e do risco de agressões por parte de outros detentos. A transferência para uma ala separada segue protocolos de segurança adotados pelo sistema prisional em situações consideradas de maior vulnerabilidade.
O investigado nega qualquer envolvimento na morte da criança. Em depoimento, ele afirmou que não estava no quarto onde Helena se encontrava no momento dos fatos e sustentou que não participou de qualquer violência contra a bebê. A defesa também argumenta que o cliente estava em estado de embriaguez e que apenas os exames periciais poderiam esclarecer as circunstâncias da morte.
As investigações tiveram novos desdobramentos após a conclusão dos laudos periciais. Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), Helena morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta causada por compressão corporal. O exame descartou a existência de violência sexual, hipótese levantada inicialmente durante o atendimento médico. Com base nas conclusões periciais, a Polícia Civil revisou o enquadramento do caso e deu prosseguimento ao inquérito.
O caso segue sob investigação, e as autoridades informam que todas as circunstâncias serão analisadas antes da definição das responsabilidades de cada envolvido. Até o encerramento do processo, os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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