Na manhã da última quarta-feira, 6 de maio de 2026, um crime brutal interrompeu a rotina de uma oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte, em Brasília. Flávio Cruz Barbosa, empresário de 49 anos e proprietário do estabelecimento, foi assassinado a facadas por um funcionário recém-contratado, Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos. Após ser detido, o agressor prestou depoimento à Polícia Civil e apresentou uma versão que, segundo os investigadores, é marcada por contradições e alegações ainda não comprovadas.
O depoimento e as alegações do agressor
No interrogatório, Eduardo demonstrava sinais de desorientação e afirmou ter sido vítima de um estupro coletivo ocorrido há cerca de quatro anos. Em sua versão, o patrão teria tido conhecimento ou até mesmo participação nesse crime, que jamais teria sido denunciado às autoridades. O suspeito também mencionou que o empresário o ameaçava e zombava constantemente, e que, em uma discussão logo no início daquele dia de trabalho, Flávio teria dito que o "deixaria de cadeira de rodas" e feito ameaças contra o tio do agressor, responsável por indicá-lo para a vaga. Apesar da confissão, Eduardo insistiu ser uma "pessoa de bem".
Contradições e antecedentes do suspeito
A versão apresentada por Eduardo não foi consistente. Além da alegação de vingança por estupro, ele fez menção a máfias e outras hipóteses, o que gerou dúvidas nos investigadores. O delegado Wellington Barros, responsável pelo caso, destacou que as justificativas são confusas e que a real motivação ainda é uma incógnita. Eduardo já tinha antecedentes por porte de arma branca e tráfico de drogas, e a polícia confirmou que ele sofre de transtornos mentais, o que pode ter influenciado seu comportamento.
As investigações e a dinâmica do ataque
O crime foi registrado pelas câmeras de segurança da oficina OUD. Nas imagens, Eduardo chega ao local e, sem aviso, inicia uma série de agressões contra Flávio, que estava sentado e foi pego de surpresa. O agressor deu socos, chutes e, em seguida, desferiu mais de 40 facadas na vítima, a maioria no rosto e pescoço. Mesmo após Flávio cair no chão, Eduardo continuou os golpes e chegou a usar uma roda de ferro de um carro para bater repetidamente na vítima, deixando um rastro de sangue pela oficina.
O pós-crime e a prisão
Após o assassinato, Eduardo foi até um bar ao lado da oficina, pediu um copo de água e um cigarro, e permaneceu sentado com a faca suja de sangue na mão. Testemunhas relataram que ele aparentava estar calmo e ter "uma presença intimidadora". Ele teria dito: "Não vou fugir, podem chamar a polícia". Por cerca de 20 minutos, ninguém se aproximou, até que a PMDF foi acionada pelo tio do suspeito, que presenciou o crime e trabalhava na mesma oficina. Eduardo foi preso em flagrante e encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia
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