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 A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu, na última quinta-feira (23), o inquérito que investigava a morte de Aldonir Ribeiro da Luz, de 48 anos. Uma mulher de 49 anos, cujo nome não foi divulgado, foi formalmente indiciada por lesão corporal dolosa seguida de morte, conforme o artigo 129, §3º, do Código Penal, com pena prevista de 4 a 12 anos de reclusão.

O caso, que causou grande comoção em Cocalinho (MT), remonta a 6 de dezembro de 2025. Segundo a investigação, por volta das 14h50, a vítima e a agressora se envolveram em uma discussão em um bar no bairro Alto Cocalinho. O desentendimento, inicialmente banal, evoluiu para violência física: a suspeita arremessou dois capacetes contra a cabeça de Aldonir. A situação só foi controlada após a intervenção do proprietário do estabelecimento, que separou a briga e retirou a mulher do local.


Câmeras de segurança registraram toda a agressão em um vídeo de aproximadamente 39 segundos, que circulou amplamente nas redes sociais, gerando indignação na comunidade. Apesar de Aldonir ter conseguido se levantar e sair do local, seu estado de saúde começou a se agravar, apresentando sintomas compatíveis com traumatismo craniano.


Semanas depois, familiares o encontraram desacordado e o levaram às pressas para atendimento médico. Ele passou por diversas unidades de saúde — incluindo o Hospital Municipal de Cocalinho, o Hospital Regional de Água Boa e o Hospital Metropolitano de Várzea Grande — mas não resistiu às lesões. O óbito foi confirmado em 28 de fevereiro de 2026.


O indiciamento da suspeita foi baseado em um conjunto consistente de evidências, que inclui as imagens das câmeras de segurança, depoimentos de cinco testemunhas, laudos hospitalares, certidão de óbito e laudo de necrópsia da Politec. O delegado responsável, Carlos Alberto Silva, afirmou que “os laudos periciais confirmaram que a morte decorreu dos golpes de capacete sofridos pela vítima, sem indícios de outra causa que tenha contribuído para o óbito. O nexo causal entre a agressão e a morte está plenamente comprovado pela perícia”.


Com a investigação concluída, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão continuidade ao processo criminal contra a indiciada.

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