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 Uma jovem de 26 anos, residente em Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, relatou à polícia ter descoberto que foi estuprada pelo próprio pai após receber mensagens e áudios dele pelo WhatsApp, nos quais o homem fazia referências explícitas ao episódio.


O crime ocorreu em fevereiro deste ano. Segundo o depoimento da vítima, ela havia ingerido bebidas alcoólicas em um depósito na casa de um primo e, antes de retornar para casa, tomou seu medicamento controlado para tratar depressão. Ao chegar à residência, onde vivia com o pai, lembra-se de ter tomado banho e estar apenas enrolada em uma toalha.


Foi nesse momento que o pai se aproximou, tentando beijá-la. Ela o empurrou e disse que era filha dele, afirmando que ia deitar porque se sentia muito tonta e mal. O homem insistiu para que ela bebesse mais, dizendo que havia mais bebida disponível. A partir desse ponto, a jovem não se recorda de mais nada.


“Cheguei em casa, lembro de ter tomado um banho e estava só de toalha. Ele veio pra cima de mim, querendo me dar um beijo. Eu empurrei ele, falei que era filha dele, ia deitar, que estava muito tonta, passando mal. Ele pegou e falou ‘bebe mais, tem mais bebida aqui’. Depois disso, eu não me lembro mais de nada!”, contou ela ao g1.


No dia seguinte, a jovem procurou a mãe, que mora no Rio de Janeiro, e comentou que suspeitava de que algo havia acontecido, embora não tivesse certeza. Nos dias seguintes, permaneceu isolada no quarto da casa onde morava com o pai. Durante esse período, o homem batia frequentemente na porta perguntando se ela se lembrava de algo. A vítima respondia que não, mencionando apenas alguns “flashes” da noite.


No dia 15 de março, ela recebeu mensagens e áudios do pai que relembravam o ocorrido. Em um dos textos, ele escreveu frases como “não consegui dormir, só pensando em você” e “você sabe que papai gosta de você”. Nos áudios, o homem fez declarações de teor sexual, mencionou o episódio e chegou a perguntar quanto dinheiro ela queria para ficar com ele, além de dizer que estava “maluco” e que a agarraria se ela fosse até ele.


A jovem não conseguiu ouvir todos os áudios devido ao conteúdo perturbador. Sua tia, que pegou o celular para verificar as mensagens, também ficou abalada. Em seguida, a mãe da vítima foi até Araruama e, no dia seguinte, as duas registraram o caso na 118ª Delegacia de Polícia (Araruama).


A jovem apresentou os áudios e outras provas à polícia, realizou exame de corpo de delito e obteve medidas protetivas, incluindo a proibição de aproximação e contato por parte do suspeito.


A Polícia Civil indiciou o homem por estupro no dia 18 de março. O nome do investigado foi omitido para preservar a identidade da vítima. A reportagem tentou contato com ele, mas não obteve retorno até a publicação.


As informações acima preservam integralmente os fatos, a sequência de eventos, os depoimentos e os detalhes divulgados na matéria original, apenas com reescrita autoral para maior fluidez e clareza, sem qualquer alteração de sentido ou omissão relevante.

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