Imagens captadas por uma testemunha em um posto de combustíveis localizado no município de Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, registraram uma ação da Polícia Militar que gerou forte repercussão e debates nas redes sociais devido à forma como a abordagem foi conduzida. O episódio aconteceu durante a madrugada do dia 7 de fevereiro de 2026 e rapidamente passou a circular em diversas plataformas digitais, levantando questionamentos sobre o uso da força durante operações policiais.
Nos vídeos que passaram a ser compartilhados na internet, é possível observar o momento em que um policial militar mantém uma arma apontada enquanto ordena que um homem vire de costas para ser revistado. Durante o procedimento, o homem demonstra sinais claros de dor e desconforto, gritando repetidamente: “ai, meu braço”. As imagens também mostram um clima de tensão crescente no local, com pessoas ao redor observando e registrando a abordagem.
Em outro trecho da gravação, uma mulher que estava filmando a ocorrência se aproxima e acaba sendo abordada por outro agente. Ela é segurada pelo braço e derrubada no chão durante a tentativa de contenção. Enquanto é imobilizada, a mulher afirma diversas vezes que não havia cometido qualquer irregularidade, dizendo: “calma, moço, eu não fiz nada”. A cena gerou ainda mais repercussão nas redes sociais, com internautas debatendo a atuação dos policiais e a necessidade de investigação sobre a conduta adotada na ocorrência.
Após a ampla divulgação do caso, a Polícia Militar se manifestou por meio de nota oficial. Segundo a corporação, a presença dos agentes no posto de combustíveis ocorreu após denúncias e suspeitas relacionadas à possível comercialização de entorpecentes no local. A PM afirmou ainda que a ação fazia parte de uma operação de rotina voltada ao combate ao tráfico de drogas na região.
A instituição também informou que foi aberta uma sindicância interna com o objetivo de analisar detalhadamente o comportamento dos policiais envolvidos na abordagem. O procedimento administrativo deverá avaliar se houve abuso de autoridade ou excesso no uso da força durante a ocorrência, além de ouvir testemunhas e analisar as imagens que circulam nas redes sociais.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais prisões, apreensões de drogas ou outros materiais ilícitos relacionados à operação. A Polícia Militar destacou que seguirá acompanhando o caso e que novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão das investigações internas. Enquanto isso, o episódio continua gerando discussões sobre protocolos de abordagem policial e os limites do uso da força em ações de segurança pública.
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