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 O meio acadêmico e o debate público brasileiro se despediram, na última sexta-feira (13), de uma de suas vozes mais respeitadas. O cientista político José Álvaro Moisés faleceu aos 81 anos após se afogar na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, no litoral paulista.


Tragédia no litoral paulista

Segundo informações do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), equipes de resgate prestaram atendimento imediato e realizaram manobras de reanimação ainda na faixa de areia, mas o óbito foi confirmado no local. Após o ocorrido, a corporação voltou a reforçar a importância de que frequentadores do litoral atentem às sinalizações de segurança e priorizem trechos monitorados por guarda-vidas, sobretudo em dias de maior fluxo.


Trajetória marcada pela defesa da democracia

Para além do episódio trágico, Moisés construiu uma carreira de grande relevância para o país. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e tornou-se professor titular da Universidade de São Paulo (USP), onde formou gerações de estudantes e pesquisadores.


Também exerceu funções públicas de destaque, incluindo o cargo de secretário no Ministério da Cultura até 2002. Nos meios de comunicação, consolidou-se como analista ponderado e referência em temas ligados às instituições políticas e ao funcionamento da democracia brasileira.


Reconhecimento e legado

Em nota oficial, a Associação Brasileira de Ciência Política ressaltou sua importância para a consolidação da ciência política no Brasil, descrevendo-o como uma das maiores referências da área. Entre suas principais contribuições estão estudos aprofundados sobre a qualidade da democracia e a dinâmica das instituições no país — um legado que seguirá influenciando o debate público e a produção acadêmica nacional.


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