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 Em entrevista ao Geral Podcast, o ex-goleiro Bruno voltou a abordar o caso Elisa Samudio e reiterou que não tem conhecimento sobre o que teria acontecido com a jovem nem sobre o paradeiro de seus restos mortais. Ele afirmou que, caso tivesse qualquer informação concreta, já teria comunicado à mãe de Elisa, Sônia Moura.


Segundo Bruno, jamais teve ciência de detalhes que esclarecessem o destino da vítima. “Se eu soubesse de alguma coisa, isso já teria sido passado para a dona Sônia há muito tempo. Eu não sei. Eu não sei o que aconteceu”, disse. Ao ser questionado diretamente sobre o local onde estariam os restos mortais de Elisa, foi categórico: “Não sei. Não sei nem o que foi feito, nem o que aconteceu”.


Durante a conversa, o ex-atleta declarou que, no início das investigações, sofreu pressão para não falar. Ele relatou que foi orientado a permanecer em silêncio e que chegou a ser ameaçado. “Eu segurei o boletim e fui obrigado a segurar. Disseram que, se eu falasse, poderia ter problemas. Então eu não podia me abrir”, afirmou.


Bruno também falou sobre os impactos irreversíveis que o caso teve em sua vida pessoal e profissional. De acordo com ele, as perdas foram profundas. “Minha vida escapou pelas minhas mãos: carreira, liberdade e, de repente, dignidade. É um peso enorme”, desabafou. Em outro trecho, admitiu carregar arrependimentos e disse que gostaria, algum dia, de conversar com uma das pessoas envolvidas para tentar aliviar esse sentimento.


O ex-goleiro comentou ainda sobre a condução de sua defesa no início do processo, afirmando que não teve autonomia para escolher o advogado que o representou naquele momento. “Eu nem deveria estar ali. A escolha foi feita por mim”, relatou. Ele acrescentou que apenas agora se sente mais livre para falar sobre o caso, embora diga que não pode mencionar nomes.


Durante a entrevista, também foi citado o surgimento de documentos relacionados à venda de um de seus veículos logo no começo das investigações. Bruno confirmou que tem conhecimento sobre esse episódio. “Eu sei bastante coisa sobre isso”, disse.


Para encerrar, ele voltou a criticar a forma como o processo foi conduzido e afirmou acreditar que o resultado teria sido diferente se não fosse uma figura pública. “Se eu não fosse o Bruno, com tantas falhas no processo, eu nem teria sido preso”, declarou.


Bruno foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Elisa Samudio, crime ocorrido em 2010. O corpo da vítima nunca foi localizado.

VEJA O VÍDEO.

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