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O caso das crianças desaparecidas em Bacabal (MA) tem sido marcado não apenas pela angústia das buscas, mas também pela disseminação de informações falsas nas redes sociais. Desde que os irmãos Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4) sumiram no início de janeiro enquanto brincavam em uma área de mata perto do quilombo São Sebastião dos Pretos, postagens sensacionalistas começaram a circular, sugerindo ligações com supostos “rituais macabros”, sem qualquer evidência oficial.


Nas plataformas online, algumas publicações chegaram a relacionar o desaparecimento a práticas religiosas violentas, mencionando velas, sulcos no solo e roupas manchadas, e espalhando teorias sem comprovação. Esse conteúdo viralizou e gerou preocupação na comunidade — ao mesmo tempo em que desviava a atenção das autoridades encarregadas das buscas.


As forças de segurança, porém, desmentem estas histórias e alertam sobre os perigos da desinformação. A Polícia Civil do Maranhão reforçou que não há qualquer indício de envolvimento de rituais religiosos ou de práticas macabras no caso. Segundo o delegado responsável, essa associação infundada "não procede" e tende a colocar em risco a própria família das crianças, além de atrapalhar o andamento da investigação.


Autoridades e especialistas também destacam que boatos desse tipo podem reforçar preconceitos, sobretudo em áreas com tradição religiosa diversa, como as comunidades quilombolas, onde certas práticas culturais podem ser mal interpretadas quando tiradas de contexto.

 

Enquanto isso, as operações de busca e investigação continuam na região, com equipes especializadas e apoio de diferentes órgãos, na tentativa de encontrar pistas concretas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.
 

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