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 Em uma tarde comum no bairro Teresina Sul, em Teresina (PI), o idoso **José Pereira da Silva**, de 82 anos, e um homem bem mais jovem, **Ivan Novack**, de 27 anos, dividiram garrafas de bebida sentados em frente à casa da vítima. O que começou como um momento de conversa regado a álcool terminou na madrugada de 9 de fevereiro de 2026 em uma cena de violência extrema e perturbadora.

Por volta de 1h30, gritos de desespero e barulhos de briga ecoaram pela vizinhança. Quando os moradores entraram no imóvel, encontraram José já sem vida, com o rosto completamente desfigurado por socos, cotoveladas e pisoteadas brutais. O pior detalhe veio da confissão do próprio suspeito: Ivan admitiu ter usado um caco de vidro para arrancar a língua da vítima e, em seguida, mastigá-la — embora tenha garantido que não chegou a engolir.

Preso e encaminhado à polícia, o jovem apresentou uma versão considerada fantasiosa pela investigação. Segundo ele, o idoso teria tentado assaltá-lo com o mesmo pedaço de vidro na BR-316, perseguindo-o por cerca de 500 metros — o que o delegado Danúbio Dias classificou como inverossímil: “Não é factível imaginar um homem de 82 anos, alcoolizado desde cedo, correndo essa distância atrás de um rapaz de 27 anos”.

A Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), descarta a narrativa de legítima defesa e investiga o caso como homicídio qualificado, com possível influência de substâncias ou motivação fútil. Ivan Novack permanece detido, respondendo pelo crime que chocou a capital piauiense e ganhou o apelido sinistro de “Canibal de Teresina” na imprensa local.

Um episódio que expõe o lado mais sombrio que o álcool e o descontrole podem revelar quando a convivência pacífica desanda de forma irreversível.
VEJA O VÍDEO.

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