Imagens registradas por câmeras de segurança expuseram um episódio brutal de violência doméstica envolvendo uma influenciadora digital em Goiânia. No vídeo, a jovem aparece sendo estrangulada pelo então companheiro dentro do elevador de um prédio até desmaiar. O crime aconteceu em fevereiro do ano passado, mas voltou ao centro das atenções após o agressor mover uma ação judicial contra a vítima, acusando-a de calúnia e difamação.
A influenciadora Nayara da Conceição Brito, de 23 anos, moradora de Águas Lindas de Goiás, relatou que manteve um relacionamento de cerca de quatro meses com o empresário Alcides Bortoli Antunes, de 35 anos. Segundo ela, a agressão ocorreu após uma discussão desencadeada pela descoberta de uma traição.
De acordo com Nayara, durante a madrugada, o homem a expulsou do apartamento à força. Ela afirma que foi arrastada contra a própria vontade desde o interior do imóvel até o elevador do prédio. “Eu não queria sair naquele horário, era de madrugada. Mesmo assim, ele me puxou com violência do apartamento até o elevador”, contou.
Dentro do elevador, as agressões se intensificaram. Nayara relata que foi estrangulada até perder a consciência. As imagens mostram que, ao chegar ao térreo, ela já estava desacordada e foi arrastada pelo agressor pelo braço até a área externa do edifício, evidenciando a gravidade da situação.
A jovem afirma que tentou pedir ajuda na portaria, mas o porteiro se recusou a acionar a polícia. Ainda segundo o relato, o próprio agressor fez a ligação para as autoridades e apresentou sua versão do ocorrido. Nayara diz que só teve acesso às gravações recentemente, o que, para ela, comprova de forma incontestável a violência sofrida.
Após tornar o caso público nas redes sociais, com o objetivo de alertar outras mulheres sobre relacionamentos abusivos, Nayara passou a responder judicialmente. O ex-companheiro ingressou com uma ação contra ela, alegando que sua exposição configuraria crime contra a honra.
Para a influenciadora, a divulgação foi uma tentativa de impedir que o episódio fosse abafado e permanecesse impune. Ela afirma que o vídeo deixa claro que foi vítima de agressão física e psicológica, reforçando a necessidade de responsabilização do agressor e de combate à violência contra a mulher.
As imagens de segurança também foram incorporadas à investigação da Polícia Civil. Conforme o inquérito, quando a Polícia Militar foi acionada, os agentes conversaram apenas com o empresário e decidiram não prosseguir com o registro da ocorrência. A justificativa foi a ausência, naquele momento, de sinais visíveis de agressão e o fato de o homem afirmar que não desejava representar formalmente.
Nayara relata que apenas no dia seguinte conseguiu realizar exames no Instituto Médico Legal, onde foram constatadas lesões compatíveis com agressão física. Após deixar Goiânia, ela afirma não ter sido informada sobre o andamento do procedimento policial.
O caso voltou à tona quando ela foi surpreendida pela ação judicial movida pelo ex-companheiro. Com a divulgação das imagens, a defesa da influenciadora sustenta que os vídeos confirmam integralmente seu relato e afastam qualquer acusação de calúnia ou difamação. Para Nayara, as gravações escancaram a violência sofrida e evidenciam que ela foi a vítima, não a agressora.

Postar um comentário